Diabo na Cruz

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Arre! DIABO NA CRUZ virou tudo. E não é só aquela minhota da capa que de repente se vê num tempo para o qual não tinha bilhete de entrada: é Jorge Cruz a escapar à sua própria biografia e – transformando pó em pátina – a desenterrar uma realidade prematuramente hibernante.

Que o faça jubilando memórias e inebriando cúmplices de tendências tão diversas é um pequeno acontecimento. Mas que tenha colocado a voz de Vitorino a abrir o disco – quase como quem vem anunciar um programa de festividades – implica já façanha de outra importância: porque não é fácil arregaçar mangas, enfiar braços pela garganta de uma tradição adentro, de lá arrancar um pedaço de entranhas e esperar que com isso lhe bata mais forte o coração. Ainda para mais combinando a minúcia de um cirurgião com a força de um ferreiro. Ou melhor,
como um mecânico do folclore DIABO NA CRUZ trabalha-lhe o motor e a carroçaria, rasura-lhe contornos, invade-o até lhe descobrir segredos, troca-lhe peças e a partir daí estabelece um novo conjunto de princípios com os quais, para o que der e vier, terá de se haver.

E, Roberto Leal que nos perdoe, aí intervém de forma absolutamente singular. Porque percebe que esse corpo há muito inerte – que não quer ver a morrer-lhe nas mãos – só volta a si com o desfibrilador a puxar pelos joules, a chapa bem quente, a energia em movimento, um épico elenco (atenção ao interior do booklet) e… VIROU!

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